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FGV promove evento na COP30 sobre como tornar cidades resilientes às mudanças climáticas

Painel reuniu especialistas e representantes do setor financeiro e do mercado segurador para discutir políticas, seguros e soluções inovadoras que aumentem a resiliência urbana diante de eventos extremos.
FGV promove evento na COP30 sobre como tornar cidades resilientes às mudanças climáticas

Como as cidades podem se preparar para enfrentar eventos climáticos extremos? Essa foi a questão central do painel “Cidades resilientes: finanças, seguros e políticas para enfrentar catástrofes climáticas”, realizado no dia 12 de novembro, na Green Zone da COP30.

Entre os temas debatidos estiveram a implementação de políticas públicas a nível municipal com o objetivo de aumentar a resiliência das cidades, o papel das seguradoras no mapeamento e precificação dos riscos e dos bancos de desenvolvimento no financiamento de investimentos para o desenvolvimento urbano incluindo práticas sustentáveis como redução de perdas e reuso de água, drenagem inteligente e tratamento de resíduos sólidos.

Participaram do painel o pesquisador do Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros (FGV IISR), Gesner Oliveira; a superintendente da Área de Soluções para Cidades do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciene Machado; a superintendente de Relações Institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marianah Villela; além da presidente e CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas; sob moderação da diretora de Pesquisa e Inovação da FGV, Goret Paulo.

Na ocasião, Gesner Oliveira apresentou o projeto “Uma estratégia dos municípios para adaptação e mitigação de extremos climáticos”, que propõe um manual prático para orientar gestores municipais na integração da agenda climática aos planos estratégicos locais.

“O grande foco desse projeto são os municípios. Queremos proteger as cidades e, para isso, reunimos uma equipe multidisciplinar para oferecer soluções concretas”, declarou o professor. Segundo Oliveira, o manual busca criar uma base conceitual para orientar melhores práticas e facilitar o diálogo entre municípios e a indústria de seguros.

O pesquisador destacou também a falta de planejamento em grande parte das cidades brasileiras: “O diálogo com gestores revelou que, muitas vezes, não existe sequer um plano mínimo de contingência para eventos extremos. Apenas 5% dos municípios têm um plano de manejo pluvial, o que é alarmante diante do risco crescente de enchentes.”

O relatório elaborado pela equipe da FGV enfatiza três pontos centrais: infraestrutura climática, saneamento ambiental e seguro paramétrico como instrumentos para enfrentar catástrofes. “Mostramos como práticas como o reuso de água podem reduzir riscos e, consequentemente, diminuir prêmios e preços de seguros”, apresentou o professor.

O manual já está sendo testado no município de Ribeirão Preto, servindo como modelo para outras cidades. É possível acessar uma apresentação sobre o projeto clicando aqui.

A cobertura completa da participação da Fundação Getulio Vargas na COP30, incluindo agendas, conteúdos exclusivos e contribuições dos pesquisadores da instituição para a ação climática global, está disponível na Plataforma Agenda do Clima FGV. As opiniões expressas nesta publicação são de exclusiva responsabilidade dos pesquisadores colaboradores e não refletem necessariamente a posição oficial da Fundação Getulio Vargas.

Subtítulo
Painel reuniu especialistas e representantes do setor financeiro e do mercado segurador para discutir políticas, seguros e soluções inovadoras que aumentem a resiliência urbana diante de eventos extremos.
Data
2025-11-13T12:00:00