Climate adaptation policies and infant health: Evidence from a water policy in Brazil
Este artigo analisa como a exposição *in utero* a um programa de adaptação climática de grande escala afeta os resultados do nascimento. O programa construiu cerca de um milhão de cisternas na região mais pobre e seca do Brasil para promover a captação de água da chuva de forma descentralizada e em pequena escala. O acesso a cisternas no início da gravidez aumentou o peso ao nascer, especialmente entre mães com maior nível de escolaridade. Os dados sugerem que mulheres mais instruídas aderiram melhor ao treinamento sobre desinfecção da água oferecido pelo programa, evidenciando que mesmo tecnologias simples e de baixo custo dependem da adesão dos usuários finais (a chamada "última milha") para serem eficazes. Em um contexto de crescente escassez hídrica, políticas de adaptação podem favorecer a saúde neonatal e, consequentemente, gerar impactos positivos a longo prazo.
Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP)
Pesquisador: Daniel da Mata